Adding It Up é uma iniciativa de pesquisa que analisa as necessidades, os impactos e os custos associados ao investimento integral em serviços de saúde sexual e reprodutiva (SSR) em países de baixa e média renda (PBMR) em todo o mundo. Estes serviços permitem que as pessoas tomem decisões informadas sobre se e quando ter filhos, experimentem uma gravidez e um parto seguros e apoiem a saúde dos seus recém-nascidos.
As estimativas referem-se a mulheres em idade reprodutiva (15–49 anos) em 128 PBMR para o ano de 2024 e abrangem os seguintes serviços: contracepção, cuidados maternos e neonatais, serviços de aborto e tratamento das principais infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) curáveis. Todas as estimativas de custos e economias são calculadas em dólares estadunidenses de 2024.
A necessidade de estimativas robustas sobre o financiamento da saúde sexual e reprodutiva nunca foi tão urgente. O financiamento está a diminuir e, ainda assim, as necessidades de cuidados não atendidas persistem em PBMR, criando um fosso cada vez maior entre os recursos disponíveis e o investimento necessário para atender às necessidades das mulheres. Neste contexto de financiamento cada vez mais restrito, é crucial dispor de evidências que reflitam com precisão as necessidades contraceptivas das mulheres e quantifiquem a verdadeira extensão das lacunas de financiamento a fim de justificar o investimento contínuo e crescente na contracepção e, de forma mais ampla, em serviços de saúde sexual e reprodutiva em geral.
Novas estimativas do projeto Adding It Up 2024
Esta nova abordagem considera não só se uma mulher está a utilizar contraceptivos modernos atualmente, mas também se expressa interesse em utilizá-los no futuro. Esta mudança cria uma forma de medir a necessidade de contracepção mais centrada na pessoa.
Porque é que isso é importante: O cálculo das necessidades não atendidas ajuda a determinar o financiamento adicional necessário para os serviços de contracepção e, por sua vez, quantas gravidezes não desejadas poderiam ser evitadas com um maior investimento.
Abordagem anterior: As edições anteriores dos estudos Adding it Up definiram as necessidades não atendidas incluindo mulheres que desejavam evitar a gravidez, mas que não utilizavam um método contraceptivo moderno. Esta medida pressupunha que todas as mulheres nesta situação desejavam adotar métodos contraceptivos modernos e não reconhecia que algumas mulheres poderiam já sentir as suas necessidades atendidas pelo uso de métodos tradicionais, como o coito interrompido, a abstinência ou a amamentação.*
Nova abordagem: O estudo de 2024 propõe três formas diferentes de medir as necessidades não atendidas, da mais específica à mais abrangente. A definição mais restrita é denominada “demanda não atendida”1 e concentra-se especificamente nas mulheres que desejam evitar a gravidez e afirmam estar interessadas ou abertas a usar contracepção no futuro. Isto torna as estimativas mais fundamentadas nas preferências das próprias mulheres.
