Adding It Up

Investing in Sexual and Reproductive Health in the African Union

Investimento no Tratamento de IST Curáveis na União Africana

Reproductive rights are under attack. Will you help us fight back with facts?

A maioria dos países africanos tem vindo a aumentar a disponibilidade de cuidados de saúde sexual e reprodutiva nestas últimas décadas, mas muitas pessoas ainda continuam sem acesso a esses serviços essenciais. Esta ficha informativa apresenta evidência, válida em 2019, da necessidade, impacto e custo de um investimento integral no tratamento das principais IST curáveis nas mulheres de 15 a 49 anos de idade, em 53 estados membros da União Africana.

Esta ficha informativa destaca as recomendações feitas no Artigo 43.o da Declaração de Adis Abeba sobre a População e o Desenvolvimento em África pós-2014, a qual compromete os estados membros a executar certas acções concertadas. As recomendações incluem a disponibilização, a todas as mulheres e homens, de testes de diagnóstico rápido e rigoroso do VIH, de outras IST e de infecções do tracto reprodutivo, bem como de informação, educação e tratamento.

Necessidade não satisfeita de serviços

  • Em África, cerca de 50 milhões de mulheres de 15 a 49 anos de idade ficam infectadas anualmente com uma das principais IST curáveis: clamídia, gonorreia, sífilis e tricomoníase.
  • Quarenta e dois milhões delas (85%) não recebem tratamento, geralmente porque não têm sintomas e não sabem que estão infectadas.
  • Como resultado da falta de tratamento da clamídia e da gonorreia, registam-se anualmente mais de oito milhões de casos de doença inflamatória pélvica, e mais de um milhão destes casos resultam em infertilidade.

Impacto e custo do tratamento das IST

  • Se todas as mulheres com qualquer uma das quatro principais IST curáveis recebessem um tratamento atempado e eficaz, evitar-se-iam novos casos de doença inflamatória pélvica e infertilidade causadas por estas IST.
  • Em África, o tratamento de todas as mulheres de idade reprodutiva infectadas com qualquer uma das quatro IST curáveis custaria anualmente US$ 960 milhões, ou 74 cêntimos por pessoa.

Acções

Os estados membros da União Africana devem investir em tratamentos para as IST, um serviço de saúde essencial, e devem aumentar os programas de rastreio, focalizando as populações cronicamente mal servidas e os indivíduos assintomáticos. De forma a reduzir a ocorrência de novas infecções, os estados membros devem também comprometer-se a viabilizar uma educação sexual abrangente aos adolescentes—grupo este que corre um grande risco de contrair IST.

Source

A informação contida nesta ficha informativa encontra-se online, nos quadros incluídos no apêndice de Sully EA et al., Adding It Up: Investing in Sexual and Reproductive Health 2019, New York: Guttmacher Institute, 2020, https://doi.org/10.1363/2020.31593. Os dados dizem respeito a todos os estados membros da União Africana excepto as Seychelles e a República Árabe Saharaoui Democrática (Saara Ocidental).

Acknowledgment

Esta ficha informativa foi criada graças ao apoio da UK Aid, do Governo do Reino Unido, e a concessões outorgadas pela Bill & Melinda Gates Foundation e pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros dos Países Baixos. Os resultados e conclusões foram apurados pelos autores e não reflectem necessariamente as posições e políticas dos doadores. Os autores agradecem à International Planned Parenthood Federation—delegação da União Africana, bem como à Comissão Económica das Nações Unidas para África, ao African Institute for Development Policy e ao African Population and Health Research Center, que efectuaram uma revisão desta ficha informativa.